Terceiro Sinal


Cultura com prazer

Acabo de descobrir que meu querido João Luiz Sampaio repaginou seu blog,. Desde o último sábado, o Para falar de Música se transformou em http://joaoluizsampaio.wordpress.com/. O nome mudou mas a qualidade do texto e da informação continua ótima. Pra quem não sabe, o Jonnhy entende tudo e mais alguma coisa de música erudita e de ópera. E fala disso com uma paixão tão grande que empolga até que nunca foi a um concerto na vida. E ele promete que, dessa vez, vai esticar o papo comentando outras coisinhas mais. Estou esperando... E recomendo visitas regulares. Nunca sei se o link no meio do texto vai funcionar, então, por segurança, tá linkado aí ao lado também.      

Escrito por Erika Riedel às 21h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Um Carinho ou Do Que Me Diz Respeito

Isto não é sobre você

É sobre mim

Não é sobre seus sentimentos ou sua disposição

É sobre o que eu sinto e como isso me afeta

Não é sobre o que você quer e insiste em saber

É sobre o que eu não quero falar

Isso não é sobre seus desejos 

É sobre minha expectativa

Isso não é sobre seus problemas

É sobre minhas esperanças

Não é sobre o tempo

É sobre o espaço

Isso não é sobre nós

É sobre mim

Não depende de você

Sou só eu

Ou eu só.

 



Escrito por Erika Riedel às 18h31
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Sobre tudo

foto de Carol Sachs/Divulgação

Uma história de amor não precisa ser melosa, nem cheia de beijos e nem mesmo de encontros. Uma história de amor pode se valer de metáforas, de comparações estapafúrdias, de ausências. Uma história de amor pode ser verdadeira, eterna. Ou falsa, fictícia, fantasia de uma cabeça. Nem por isso, necessariamente,  menos intensa. Uma história de amor pode ter nascido somente para ser escrita, lida ou encenada. E pode falar de todo e qualquer amor ou desamor pelo objeto de sua paixão, por uma terra, ou por um dia em que o sol insiste em brilhar sobre uma alma congelada. Tudo isso, nada disso, mais do que isso está no belíssmo espetáculo Não Sobre o Amor, de Felipe Hirsch (que também assina a direção) e Murilo Hauser, sobre a obra de Victor Shklovsky, Elsa Triolet, Vladimir Maiakovski e Lilia Brik Em cena, Leonardo Medeiros e Arieta Corrêa esbanjam talento e sensibilidade no deslumbrante e criativo cenário de Daniela Thomas. Uma viagem imperdível por um território onde afinal somos todos estrangeiros.  



Escrito por Erika Riedel às 19h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Adeus

Conheci o Renato Andrade alguns anos atrás. Fui ver um espetáculo seu chamado Retratos e Canções, me apaixonei pelo que vi e fiz uma matéria. Tempos depois, nos tornamos grandes amigos. Hoje, além do respeito profissional, tenho por ele imenso carinho. Ontem foi o último dia de outro espetáculo seu, Amor, Meu Grande Amor, e combinamos de jantar depois da peça, que conta, é claro, histórias de amor. São três, uma delas, especialmente tocante, a de um grande amor vivido por sua avó. Saí emocionada e, enquanto aguardava a saída do Renato, me sentei com amigos numa mesa na calçada da minha amada Roosevelt. Engatamos um papo animado até sermos interrompidos por um "artista de rua", pelo menos foi assim que aquele rapaz negro e maltrapilho se apresentou. Em troca de algum dinheiro, oferecia uma canção, a ser tocada em uma encardida flauta de plástico. Vasculhei a bolsa mas só encontrei uma nota de 50 reais. Já ia desistir quando lembrei de umas moedas que recebera de troco. Contei, 1 real e 35 centavos. Ofereci ao rapaz que agradeceu e perguntou se eu preferia um chorinho ou uma música do Chico. Respondi, meio sem graça, que por aquela quantia ele mesmo poderia escolher a canção. Ele sorriu e anunciou um chorinho de Waldir Azevedo. Quando terminou de tocar, tive que me conter pra não sacar os 50 reais e entregar a ele. Era realmente um artista. A mesa aplaudiu e ele se foi, deixando a noite gelada ainda mais fria. Despedidas são sempre tristes, sejam elas de uma montagem, de um grande artista ou de um grande amor, por ínfimo que tenha sido.



Escrito por Erika Riedel às 16h26
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Na telinha

Domingo (11), às 23h, estréia a nova temporada de teleteatros da TV Cultura. Batizado de Direções, o projeto inaugura sua segunda fase com A Noiva, de Ivam Cabral, dirigido por Rodolfo García Vázquez. Li o roteiro e fiquei muito emocionada com a história de Maria, um moça do interior, cujo maior sonho é casar-se de véu e grinalda. Além do texto belíssimo, o Ivam ainda é autor da trilha criada com o maestro Amalfi. Pra quem não sabe, o Ivam tem um jeito muito peculiar de compor, quando ele tem uma idéia, liga pra sua própria casa e catarola a melodia para sua secretária eletrônica. Aí, entra em cena o maestro Amalfi. Não é genial? No programa que vai ao ar domingo, as deliciosas composições são interpretadas por um time de peso e respeito: Alaíde Costa, Zeca Baleiro e Gero Camilo, que também está no elenco ao lado de Bárbara Bruno, Norival Rizzo, Cléo de Páris e Silvanah Santos, entre outros. Eu não perco! A série continua com mais sete programas, de um diretor mais talentoso que o outro: André Garolli, Bete Dorgam. Débora Dubois, Eduardo Tolentino de Araujo, Georgette Fadel, Maucir Capanholi e Samir Yazbek.

 




Escrito por Erika Riedel às 18h40
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ganhando o mundo

Amanhã (6/5) estréia PRET-À-PORTER-COLETANEA. É a primeira vez que o projeto se apresenta fora da casa onde nasceu e cresceu, o Sesc Consolação. E eu estou muito curiosa pra ver o resultado do vôo que com certeza não será curto. Um passarinho me disse que depois do Sesc eles esticam as asinhas pra outras paragens... Mas isso é outra história... por enquanto, eles estão em cartaz toda terça, até 24/6, 20h, no Sesc Paulista. Merda!!! pra Anna Cecília Junqueira, Arieta Corrêa, Emerson Danesi e Marcelo Szpektor.

 


Escrito por Erika Riedel às 21h42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Sem meias

 

 

O Rafa, meu amigo, tem um bordão que acho ótimo: "enquanto eu estiver de meias, eu explico". No começo, ele se referia a ser pego em flagrante em uma pulada de cerca mas, com o tempo, aprimorou a tática e, hoje em dia, se diz capaz de explicar qualquer coisa se ainda estiver de meias. Pensei muito nele nas ultimas semanas e cheguei à conclusão que ou me faltam meias ou sou uma incurável romântica. Porque acredito no ser humano, me espanto com o grau exacerbado da maldade e não entendo esse seguir adiante como se nada tivesse acontecido. Tempos cruéis...  Tão cruéis que meu amigo que me desculpe mas esse momento acho que nem o Rafa consegue explicar. Enfim, para tentar aquietar o coração fui rever duas montagens neste fim de semana: Divinas Palavras, dos Satyros, e 17 X Nelson, da Antikatártika Teatral.  

Ambas com casa lotada e fila de espera. Coisa boa de ver.  É sempre um alento, uma espécie de bálsamo, ver Ivam Cabral em cena. Também gostei demais de ver o carisma e a força de Zé Ferro. Falo especialmente dos dois porque acho que têm algo em comum, uma paixão tão grande pelo seu ofício que extrapola o palco e contamina a platéia. Era só o que eu precisava pra me lembrar que a vida está cheia de momentos mágicos, que a gente também não sabe direito como explicar, nem usando as incríveis meias do Rafa. 



Escrito por Erika Riedel às 16h49
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Tempo para pensar

...na explicação do inexplicável...

 



Escrito por Erika Riedel às 16h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A Marina errada

Domingo, 3 da tarde. Um tédio dominava Marina. Jogada no carpete verde do seu quarto de 19 anos, ouvindo Beatles na vitrola (naquela época era vitrola mesmo), se abandonou ao ócio. Pensava num roqueiro por quem estava louca e platonicamente apaixonada. O cara era seu vizinho e ela não saía da casa dele. Tinham muitos amigos em comum e Marina sempre conseguia um bom pretexto para estar por perto. Não adiantava nada, o sujeito não lhe dava a mínima. Mas como ninguém desiste de um amor sem futuro quando tem 19 anos, a garota tinha fé. Um dia ia rolar. Tinha certeza. Naquela tarde, nem ouviu a campainha do telefone, mas se assustou quando a mãe gritou da sala que a mãe do moço estava na linha. Com o coração aos saltos e a cabeça girando (de desentendimento e também porque levantara depressa demais do chão) foi atender. Dona Lara nem a deixou falar e foi dizendo:
– Queridinha, o Marcus saiu com o irmão e o pai, volta às 18h, você acha que pode estar aqui nesse horário?
Feliz mas intrigada, Marina nem pensou, claro que iria. Mas sem perceber, perguntou por quê?
Sem ter idéia do estrago que uma pergunta como essa poderia causar.
Dona Lara mudou o tom de voz imediatamente e respondeu com outra pergunta:
– Mas com quem eu estou falando afinal?
– Com a Marina, dona Lara. A senhora não ligou pra mim?
– Que Marina?
– Como assim, que Marina, que papo estranho...A senhora está brincando comigo?
Após um silêncio de 10 segundos e um forte suspiro dona Lara responde.
- Ai.... queridinha... me desculpe... liguei pra Marina errada.
E sem maiores explicações nem despedidas desligou o telefone. Atônita, Marina não sabia o que pensar. Mas recorreu aos amigos pra desvendar a conversa surreal. E terminou aquele domingo chorando perplexa, quando finalmente descobriu que Marcus amava Marina. Mas era a Marina errada...



Escrito por Erika Riedel às 20h03
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Sampa!!! eu te amo!!!!

Meia-noite, a Praça da Sé, nosso marco zero, está apinhada de gente. No Largo São Bento, de frente pro Mosteiro, uma galera feliz dança uma música que só eles podem  ouvir, participam do Silent Disco, discotecagem para fones de ouvido. Mais tarde, à 1h30 de uma madrugada linda, eu e alguns amigos estamos sentados na Praça Dom José Gaspar, recentemente restaurada, ouvindo um cara tocar piano. O nome de Vitor Araujo nem constava da programação oficial da Virada  Cultural, bobeada da organização. O menino de Recife é um prodígio e foi lindo conhecer um pouco de sua arte. Hoje, às 18h, ele lança um CD no Auditório Ibirapuera. Enquanto ouvia Vitor tocar Claudio Santoro, Villa-Lobos e Chico Buarque,  eu só pensava em como Sampa é incrível. E me lembrei do meu querido Ivam Cabral, que sempre disse que o povo tinha de conquistar as ruas. Sua batalha até transformar a Praça Roosevelt no lugar bacana que é hoje mostra que o sonho é possível. A noite de ontem mostra isso também. Reencontrar e redescobrir minha cidade foi, para mim, a melhor atração da Virada Cultural.



Escrito por Erika Riedel às 17h36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Três em um

Fui ao Sesc Avenida Paulista ver Sonhos e Ohnos, espetáculo de repertório do Caixa de Imagens que homenageia o mestre do Butô, Kazuo Ohno. Como sempre, a poesia e o lirismo do Caixa de Imagens é encantadora. Sou fã de carteirinha da trupe. Esse trabalho segue o formato que batizou o grupo e é apresentado em uma pequena caixa de madeira, onde um  espectador de cada vez aprecia a performance de 3 minutos de um boneco/ator de cerca de 10 centímetros. Mais uma vez, saí pensando quanto vale o privilégio de ver um espetáculo que só eu vi? Mais do que acreditar em sonhos, o Caixa de Imagens nos prova que eles são possíveis. Ainda tem sesões hoje entre 16h e 19h e sábado e domingo que vem (grátis).

Mais tarde, fui conferir Navalha na Carne, com Gero Camilo, Gustavo Machado e Paula Cohen. O elenco tem bons momentos e a direção de Pedro Granato para o clássico de Plínio Marcos tem sacadas legais, mas eu esperava mais. Faltou tensão à história da prostituta Neusa Sueli, do cafetão Vado e de homossexual Veludo. Faltou drama, ficou uma história leve, digerível e acho estranho ver um Plínio tão suave, parece que não é ele.  Senti falta do corte afiado da navalha de um de nossos maiores autores. 

E, ainda no Sesc, fui passear pela exposição Japão - Brasil 100 Anos Tokyogaqui, que ocupa dois andares, o quinto e o nono. Belíssimamente ambientada. Vale a pena dar ao menos um voltinha por lá. Com calma, porque há muito para ver. Fica em cartaz até 4/5.  

 



Escrito por Erika Riedel às 14h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Antunes fazendo escola

Depois do ótimo O Canto do Gregório, o Círculo de Dramaturgia do CPT apresenta a segunda peça encenada pelo CPT: O Céu 5 Minutos Antes da Tempestade, de Silvia Gomez. Fui conferir a história da garota que espera pelo pai ao lado da mãe, uma enfermeira aposentada que acha que as drogas são o remédio para tudo. O argumento é legal, mas se esgota rápido. No entanto, a encenação de Eric Lenate é tão brilhante que nos mantém de olhos atentos até o fim. O elenco também está incrível. Carlos Morelli, Patrícia Carvalho, Adriano Pertemann e a carismática Paula Arruda sabem exatamente o que extrair e o que guardar da solidão de seus personagens. A coordenação da montagem é do mestre Antunes Filho, que deve estar orgulhoso de sua trupe cada vez mais talentosa.  

Escrito por Erika Riedel às 13h22
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Vale a pena ver de novo

Alex Gruli em cena: impossível desgrudar os olhos dele!

Não resisti e fui rever Últimas Notícias de Uma História Só. O espetáculo está bem diferente, mas ainda muito legal. Nessa temporada, o Alex Gruli divide o papel com Herbert Bianchi. Às quintas (dia em que revi), eles estão em cena juntos. Bem interessante o jogo entre os dois. O Gruli? Continua sensacional!!! E pra ninguém achar que é exagero meu, informo que na platéia, bem estusiasmado, aliás, estava também o olheiro de uma grande emissora de TV. A galera antenada sabe o que é bom.      



Escrito por Erika Riedel às 14h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




sem som

algumas palavras ficam mais bonitas quando sussurradas... outras, quando somente imaginadas... e há aquelas que jamais serão ditas... dessas últimas vive a minha saudade.



Escrito por Erika Riedel às 23h40
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Dúvida

Onde termina a perserverança e começa a teimosia?

Escrito por Erika Riedel às 11h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher
Outro -
Histórico
Outros sites
  Ivam Cabral
  Astier Basílio
  Blog do Lucas
  Blog da Anninha
  Blog da Ale Staut
  Blog da Pedrita
  Blog do Alberto Guzik
  Blog do Laerte
  Blog do Guarapiran
  Blog do João Luiz Sampaio
  Blog da Cleo de Páris
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog