Terceiro Sinal


Voltei

Depois de quase dois anos sem aparecer por aqui, resolvi reativar esse meu cantinho. Mas não queria, após essa longa ausência, simplesmente dizer “voltei”. Queria contar tudo que se passou nesse período, queria falar sobre a saudade que senti de vocês e de mim, queria contar uns segredos, falar sobre novas descobertas. Tinha que ser um post especial. Um que contasse de tudo que eu quis dizer e não disse. E que não foi pouca coisa. Um que contasse das coisas lindas que vi e quis compartilhar. Um que contasse dos dias em que chorei. Enfim... Queria dizer tanta coisa... E fiquei pensando em como recomeçar a contar essa minha história. Que é de amor e que eu não quero deixar morrer, pelo menos não em mim. E pra falar de amor eu tenho que falar do palco, da coxia, do tesão que me dá ouvir tocar o terceiro sinal. Prazer que se multiplica quando esse sinal vem seguido da emoção de uma bela história. Quando vem seguido da coragem que alguns artistas têm de evocar lágrimas sem medo de “parecer/ser” piegas. E é com essa mesma emoção que quero falar de “Ciranda”, de Célia Regina Forte, história que conheci primeiro no papel, depois numa leitura e que agora tive o privilégio de ver encenada. E que me emocionou nas três ocasiões. Embora ambientada nos dias atuais, “Ciranda” remete sua trama ao Brasil da década de 70.  A peça narra o drama familiar de três gerações de mulheres comuns, iguais a mim, iguais a você. Três mulheres que meteram os pés pelas mãos. Três mulheres que disseram eu te amo. Três mulheres que calaram um eu te amo. Óbvio que há uma pesquisa séria por trás dessas personagens, mas o que se destaca mesmo não é o viés histórico, mas o sentimento que une essas três gerações. Célia escreveu com e sobre o amor. Não seria tão emocionante se fosse diferente. Não tocaria tanto e a tanta gente se não fosse assim. Acompanhamos com interesse a atribulada trajetória de mãe e filha, neta e avó e novamente mãe e filha, fechando o ciclo, a ciranda, porque as atrizes (Tânia Bondezan e Daniela Galli) são excelentes, porque o figurino e o cenário (Fábio Namatame) são lindos, porque a direção (José Possi Neto) é, mais do que correta, precisa, e, principalmente, porque o texto é bem escrito, articulado, verdadeiro,  poético.  Porque todas essas pessoas, no palco e atrás dele, se uniram por um propósito comum, contar, da melhor maneira possível, essa singela e tocante história. E conseguiram.  Impossível não se apaixonar pelo resultado. É impossível não torcer para que “Ciranda” tenha vida longa, para que seja vista e revista por muita gente. Por que é inspiradora, principalmente, porque não nos deixa esquecer que, no fim das contas, não dizer eu te amo pode ser um tremendo desperdício. Carpe Diem. Aproveitem o gancho, telefonem ou enviem uma mensagem, agora, enquanto ainda é tempo, e digam eu te amo. Depois, reservem seu ingresso e conferiram o espetáculo que está em cartaz no Teatro Eva Herz, até 28 de agosto.

 

(Fotos João Caldas)

 



Escrito por Erika Riedel às 12h31
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