Auto-estima inglesa
Recebi por e-mail. Achei tão divertida a notícia que resolvi postar aqui.
"Pode parecer bobagem, mas meu traseiro não é igual ao dos outros", disse Butterfield. "Tenho uma sensibilidade especial na região das nádegas e posso literalmente sentir a diferença de materiais e preenchimentos apenas sentando neles."
A frase foi dita por um testador de colchões que assegurou a bundinha pela bagatela de um milhão de libras! Isso é que é dar valor a si mesmo, heim?
Escrito por Erika Riedel às 18h44
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Plasticidade Mineira
 
Uma galera de Ouro Preto chega a Sampa pra se apresentar nos dias 8, 9 e 10 de agosto. Eles são do Grupo Moinho - Núcleo de Experimentação Teatral e a peça se chama E Nós Que Nem Sabemos. Gosto do título. Sugestivo. Eles participaram do Fringe, a mostra paralela do Festival de Curitiba, entre outros festivais. Eu não consegui assistir em Curitiba e pretendo ver agora. Segundo material da companhia, o espetáculo pretende abordar "de maneira plástica e inusitada a solidão do indivíduo e o seu desejo constante - sempre frustrado, sempre renovado - de estabelecer alguma forma de comunicação com o outro". O texto é criação coletiva dos atores e a direção é de Maurílio Romão. Parece bacana... E é uma boa oportunidade para conferir como anda a produção fora do eixo Rio-São Paulo, né?
Sala Crisantempo. Rua Fidalga, 521, Vila Madalena, 3819-2297.
Escrito por Erika Riedel às 18h09
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Dedicatória
Presentinho, você caiu do céu, não tem outra explicação!!!
Amo, amo e amo!!! É maravilhoso conviver com você.
Obrigada por existir na minha vida!!!
Escrito por Erika Riedel às 17h45
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Um Mundo Perfeito?

Caco Ciocler e Joaz Campos em Imperador e Galileu
Como seria o mundo se todas as pessoas tivessem suas crenças religiosas respeitadas? Se cada cidadão cultuasse em paz o seu ou seus deuses? E se cada um respeitasse a fé alheia? Perfeito? Talvez não, mas com certeza um lugar melhor para se viver. Pois foi isso que desejou e tentou, sem sucesso, implantar em seu governo o imperador Juliano - personagem histórico que viveu no século IV d.C. e que virou obra de arte nas mãos de Ibsen. O texto, inédito no Brasil, chama-se Imperador e Galileu e está em cartaz no Sesc Santana. Foi escrito em 1873 e levou nove anos para ficar pronto. O diretor Sérgio Ferrara leu o texto, se apaixonou por ele (o texto é mesmo genial) e convidou Caco Ciocler para dar vida a esse homem polêmico que poderia ter transformado a existência da humanidade. A ação da peça transcorre durante 12 anos. Têm início quando Juliano tem 19 e segue até seu assassinato, aos 32 anos. Além de pregar/impor a tolerância religiosa, seu primeiro ato quando proclamado imperador, Juliano mexeu em outro grande vespeiro ao retirar privilégios da Igreja, que à época recebia do Estado muitos benefícios, entre eles a isenção de impostos. Claro que uma uma atitude dessa proporção não passaria ilesa. Os protestos foram imensos. Mas Juliano realmente acreditava no que propunha e seguiu em frente em sua cruzada contra a intolerância e o preconceito. Suas críticas ao cristianismo eram desferidas com grande propriedade, já que Juliano foi educado como cristão e tinha amplo conhecimento da escrituras bíblicas. Mas Juliano também conhecia em profundidade os cultos pagãos e a filosofia de Sócrates e Platão, entre outros, que lhes foram apresentados por seu tutor (Sylvio Zilber). Tomado de ira quando se dá conta de como o cristianismo se apropriou e "vendeu" como seus rituais de outras crenças, que existiam muito antes de Cristo, Juliano começa, então, o verdadeiro embate que dá nome ao espetáculo. O duelo filosófico entre o imperador e Cristo, ou simplesmente o galileu, como Juliano ironicamente o chamava. A peça levanta discussões muito atuais com diálogos primorosos. Caco está perfeito no papel e confere brilho especial às reflexões de Ibsen. A luz de Caetano Vilela tem o tom exato da ótima ambientação e a direção de Ferrara acerta em cheio ao privilegiar o texto. Infelizmente, para a humanidade, Juliano perdeu a razão, a batalha e a vida. E nós, simples mortais, cristãos ou pagãos, perdemos a chance de viver a utopia de um mundo perfeito.
Escrito por Erika Riedel às 17h49
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