Terceiro Sinal


Na balada, eu?

Sim, sim, sim. Finalmente fui à Gambiarra - A Festa. O evento, que reúne gente do palco e amigos, é promovido no maior capricho por uma galera antenada e está um sucesso. Rola todo domingo. Eu vou voltar. Tá afins?

 http://gambiarra.afesta.nafoto.net/

   



Escrito por Erika Riedel às 15h54
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É isso? Isso, aquilo e muito mais...

 

Inspirado pela história de uma empregada doméstica brasileira que tentou entrar ilegalmente em outro país, Sérgio Roveri escreveu A Coleira de Bóris. No programa do espetáculo, Sérgio informa, no entanto, que a inspiração está longe de ser retratada na peça e que seu desejo é que a montagem ofereça diferentes leituras. Meta alcançada. Dirigido por Marco Antonio Rodrigues, o espetáculo realmente provoca discussões e entendimentos diversos. Estive na platéia do Satyros 1 no último sábado, casa lotada e gente no chão. No elenco, Nicolas Trevijano e Rafael Losso, num lindo trabalho físico que recebeu assinatura de Joana Mattei. No meu entendimento (ou desentendimento) o espetáculo falou sobre incomunicabilidade, desamor, solidão, dor e perda de liberdade. Mas, pensando bem, pode ter falado também sobre inocência, sobrevivência e amor. Ah, quer saber, se o Sérgio, que é o autor, não quis fechar a questão do tema, eu é que não vou fazer isso.  A única coisa que posso afirmar é que A Coleira de Bóris é muito diferente de tudo o que eu já li e vi do Sérgio e que eu acho um belo trabalho. Quer saber mais? Vai ver. 



Escrito por Erika Riedel às 15h24
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Tudo é relativo

    

Sem querer reinventar a roda, confirmei neste fim de semana como o tempo é mesmo uma coisa muito relativa.  Ao final do espetáculo de Peter Brook, no Sesc Santana, eu tive de consultar o relógio para acreditar que realmente havia se passado uma hora. Podia jurar que estava ali há poucos minutos. Conclusão: Peter Brook faz o tempo passar muito rápido. E ainda deixa aquele gostinho de quero mais. Em contrapartida, 10 minutos de um espetáculo ruim, que obviamente não vou nominar, se transformam em longas horas e nos trazem a sensação de tempo perdido. Mas, voltando a Peter Brook, o cara que tudo sabe, a encenação de Fragments é singela no quesito cenográfico, deixando o palco praticamente vazio, e por isso maravilhosa, privilegia o texto de Beckett, que dispensa adjetivos. São quatro cenas curtas (Rough for Theatre, Rockaby, Act Without Words, Come and Go e o poema Neither) com uma interpretação sensível mas contundente de  Hayley Carmichael, Khalifa Natour, Marcello Magni. Na saída, já no estacionamento e ainda muito emocionada, vejo passar a pé dois dos atores. Não resisto e grito da janela do carro em que estou: Contratulations! Eles sorriem e respondem: Muito obrigado (em português mesmo). Queria ter dito ainda eu é quem tenho de agradecer, mas o carro já havia partido. Então digo aqui, obrigada, Peter Brook, por tanta beleza.   



Escrito por Erika Riedel às 17h34
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