Terceiro Sinal


Antunes fazendo escola

Depois do ótimo O Canto do Gregório, o Círculo de Dramaturgia do CPT apresenta a segunda peça encenada pelo CPT: O Céu 5 Minutos Antes da Tempestade, de Silvia Gomez. Fui conferir a história da garota que espera pelo pai ao lado da mãe, uma enfermeira aposentada que acha que as drogas são o remédio para tudo. O argumento é legal, mas se esgota rápido. No entanto, a encenação de Eric Lenate é tão brilhante que nos mantém de olhos atentos até o fim. O elenco também está incrível. Carlos Morelli, Patrícia Carvalho, Adriano Pertemann e a carismática Paula Arruda sabem exatamente o que extrair e o que guardar da solidão de seus personagens. A coordenação da montagem é do mestre Antunes Filho, que deve estar orgulhoso de sua trupe cada vez mais talentosa.  

Escrito por Erika Riedel às 13h22
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Vale a pena ver de novo

Alex Gruli em cena: impossível desgrudar os olhos dele!

Não resisti e fui rever Últimas Notícias de Uma História Só. O espetáculo está bem diferente, mas ainda muito legal. Nessa temporada, o Alex Gruli divide o papel com Herbert Bianchi. Às quintas (dia em que revi), eles estão em cena juntos. Bem interessante o jogo entre os dois. O Gruli? Continua sensacional!!! E pra ninguém achar que é exagero meu, informo que na platéia, bem estusiasmado, aliás, estava também o olheiro de uma grande emissora de TV. A galera antenada sabe o que é bom.      



Escrito por Erika Riedel às 14h12
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sem som

algumas palavras ficam mais bonitas quando sussurradas... outras, quando somente imaginadas... e há aquelas que jamais serão ditas... dessas últimas vive a minha saudade.



Escrito por Erika Riedel às 23h40
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Dúvida

Onde termina a perserverança e começa a teimosia?

Escrito por Erika Riedel às 11h13
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Insana eu?

Uma amiga querida insistiu e fui conferir esse fenômeno chamado Terça Insana. Embora já tenho feito várias matérias do show de humor, nunca havia assistido ao espetáculo. Confesso que ainda me surpreende o fato de que esta é a sétima temporada do show dirigido, e criado, por Grace Gianoukas e apresentado às terças no Avenida Club, com todos os 500 lugares ocupados. No elenco, Roberto Camargo, Grace Gianoukas, Marco Luque, Guilherme Uzeda e Agnes Zuliani. O melhor da noite? Marco Luque, na foto como Esquerdinha, um jogador de futebol da velha guarda. Marco ainda tem outros momentos ótimos no espetáculo: interpretando um motoboy e a metade de uma dupla sertaneja. Anotem esse nome, o menino sabe o que faz.  



Escrito por Erika Riedel às 21h47
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Uma foto???

Como todo mundo, tenho acompanhado pela TV e jornais o que ficou nacionalmente conhecido como o Caso Isabela. Não queria comentar sobre isso aqui porque nem estou certa do que sinto a respeito. Misto de raiva, tristeza, incredulidade... Mas ontem um fato novo me surpreendeu mais do que toda a tragédia em si. Uma desconhecida abraça a mãe da menina e pede para tirar uma foto! Só faltou pedir um autógrafo!!! E, pior, a "celebridade" pousou com boa vontade!!! Meu queixo caiu. Fiquei desconcertada. Isso passou dos limites ou eu é que estou enlouquecendo?



Escrito por Erika Riedel às 14h55
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Só faltava essa

Militares chineses se vestem de monges e causam tumulto para incriminar os monges verdadeiros.



Escrito por Erika Riedel às 14h41
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Foi sem querer

amigos tinha poucos
não confiava em ninguém
gostava de ser visto como uma rocha:
bruto, firme, imóvel
e não poucas vezes sentiu-se mesmo como tal
não imponente como uma montanha, porém
mas pequenino como uma das muitas pedras em um monte de cascalho
ínfima... junto a tantas outras que a gente pisa e nem percebe


Escrito por Erika Riedel às 16h37
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Janelas

gostava de olhar as janelas e imaginar as histórias por detrás delas
a janela em si já podia contar muito
cortinas fechadas? o lar de alguém reservado
abertas? ali vivia alguém descontraído
sem cortinas? um ser desapegado
persianas fechadas numa tarde de sol? um recluso
e em sua vidinha besta ao menos uma certeza tinha
aquelas pessoas sim era felizes


Escrito por Erika Riedel às 15h29
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Porque a vida é cheia de som e fúria... e também de silêncios... ensurdecedores...

Escrito por Erika Riedel às 02h20
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Com todo meu carinho

E fui ao cinema. Escolhi, ou melhor, escolheram por mim, Apenas Uma Vez. Adorei. Saí passada do cinema. O filme é delicado, poético, sensível. As músicas são lindas, aliás, levou o Oscar de melhor canção. E eu me lembrei de um mundão de coisas que estavam no fundo do meu baú. Deu aquele nó na garganta, deu aquela saudade infinita... Mas também me deu a certeza de que é lindo ter uma história assim pra lembrar. 



Escrito por Erika Riedel às 16h54
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Está eleito

Também conferi a estréia de O Bem Amado. Não gosto de estréias, a peça raramente está 100% pronta.. mas quando está? (...) Enfim, não resisti e encontrei um Marco Nanini um pouco esbaforido e apressado nos primeiros 20 minutos do espetáculo. Quando conseguiu respirar, mostrou seu melhor e não deixou saudade do "pratrasmente acontecido". O seu "construimento" do personagem é certeiro e carismático. O cenário é deslumbrante e a encenção do Enrique Diaz é ótima. As irmãs Cajazeiras estão bem, mas poderiam mostrar maior constraste entre si. Já Dirceu Borboleta e Zeca Diabo ficam muito aquém do que se espera de seus personagens, a interpretação fria destrói e plastifica a singular personalidade dos dois personagens. Mesmo assim, Marco Nanini ou Odorico Paraguaçu conquistou e levou meu voto. Vou tentar rever ao longo da temporada.  

Escrito por Erika Riedel às 16h40
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Divina equivocada


Assisti Divina Elizeth. Fiquei decepcionada. Embora as atrizes e atores cantem muitíssimo bem, faltou paixão, tesão e compreensão. Faltou jogo de cintura. A iluminação, inexplicavelmente escura e ruim, atrapalhou do começo ao fim e agravou a falta de presença cênica do elenco. Há também falhas graves de direção, a pior de todas, ao meu ver, é insistir em colocar as atrizes em cima de praticáveis móveis, que não acresecentam nada à encenação. As atrizes se mostram inseguras, preocupadas em não tropeçar, e esquecem de atuar. A concepção e o exagero deste recurso remete o espectador não à um show da Divina, mas a uma aula de step. Uma pena, mas dessa vez João Falcão errou a mão.  

 

PS Um amigo me lembrou que não comentei os figurinos do Tovar. Sorry. Esses sim, são divinos.



Escrito por Erika Riedel às 16h28
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