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A solidão dos outros
20 horas. Avenida Angélica. 13 graus. O vento fazia a noite parecer ainda mais gelada. Percorria os cerca de cem metros que separam minha casa da padaria com passos bem rápidos. Uma droga chegar em casa cansada e perceber que os cigarros do maço não são suficientes para o que eu pretendia fumar ainda antes de dormir. No caminho, um ponto de ônibus. Um mulher falava, supus, ao celular. Quando passei por ela pude ouvir: "E então ele me perguntou do que eu mais gostava". Não sei porque cargas d'água decidi olhar para trás. E meu peito apertou. Ela não falava ao celular, falava sozinha. E eu fui embora pensando que é triste demais não ter ninguém querendo saber do que você mais gosta.
Escrito por Erika Riedel às 17h01
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Voltei Depois de quase dois anos sem aparecer por aqui, resolvi reativar esse meu cantinho. Mas não queria, após essa longa ausência, simplesmente dizer “voltei”. Queria contar tudo que se passou nesse período, queria falar sobre a saudade que senti de vocês e de mim, queria contar uns segredos, falar sobre novas descobertas. Tinha que ser um post especial. Um que contasse de tudo que eu quis dizer e não disse. E que não foi pouca coisa. Um que contasse das coisas lindas que vi e quis compartilhar. Um que contasse dos dias em que chorei. Enfim... Queria dizer tanta coisa... E fiquei pensando em como recomeçar a contar essa minha história. Que é de amor e que eu não quero deixar morrer, pelo menos não em mim. E pra falar de amor eu tenho que falar do palco, da coxia, do tesão que me dá ouvir tocar o terceiro sinal. Prazer que se multiplica quando esse sinal vem seguido da emoção de uma bela história. Quando vem seguido da coragem que alguns artistas têm de evocar lágrimas sem medo de “parecer/ser” piegas. E é com essa mesma emoção que quero falar de “Ciranda”, de Célia Regina Forte, história que conheci primeiro no papel, depois numa leitura e que agora tive o privilégio de ver encenada. E que me emocionou nas três ocasiões. Embora ambientada nos dias atuais, “Ciranda” remete sua trama ao Brasil da década de 70. A peça narra o drama familiar de três gerações de mulheres comuns, iguais a mim, iguais a você. Três mulheres que meteram os pés pelas mãos. Três mulheres que disseram eu te amo. Três mulheres que calaram um eu te amo. Óbvio que há uma pesquisa séria por trás dessas personagens, mas o que se destaca mesmo não é o viés histórico, mas o sentimento que une essas três gerações. Célia escreveu com e sobre o amor. Não seria tão emocionante se fosse diferente. Não tocaria tanto e a tanta gente se não fosse assim. Acompanhamos com interesse a atribulada trajetória de mãe e filha, neta e avó e novamente mãe e filha, fechando o ciclo, a ciranda, porque as atrizes (Tânia Bondezan e Daniela Galli) são excelentes, porque o figurino e o cenário (Fábio Namatame) são lindos, porque a direção (José Possi Neto) é, mais do que correta, precisa, e, principalmente, porque o texto é bem escrito, articulado, verdadeiro, poético. Porque todas essas pessoas, no palco e atrás dele, se uniram por um propósito comum, contar, da melhor maneira possível, essa singela e tocante história. E conseguiram. Impossível não se apaixonar pelo resultado. É impossível não torcer para que “Ciranda” tenha vida longa, para que seja vista e revista por muita gente. Por que é inspiradora, principalmente, porque não nos deixa esquecer que, no fim das contas, não dizer eu te amo pode ser um tremendo desperdício. Carpe Diem. Aproveitem o gancho, telefonem ou enviem uma mensagem, agora, enquanto ainda é tempo, e digam eu te amo. Depois, reservem seu ingresso e conferiram o espetáculo que está em cartaz no Teatro Eva Herz, até 28 de agosto.  (Fotos João Caldas)
Escrito por Erika Riedel às 12h31
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Mais um atrevimento
Também faltou comentar que escrevi outro texto e que vou participar novamente das Satyrianas. Chama-se "Quase Sem Querer" e é quase uma história de amor. Agora é segurar a ansiedade até descobrir quem vai dirigir, quem vai intepretar e quando será encenada.
Escrito por Erika Riedel às 15h46
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A vida anda tão louca que nem deu tempo de comentar as coisas lindas que aconteceram enquanto eu resolvia o cotidiano. O lançamento do meu livro foi lindo, cheio de amigos queridos e pessoas especiais. 
Escrito por Erika Riedel às 14h30
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Escrito por Erika Riedel às 10h30
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SP Escola de Teatro – Encontros Notáveis
De 25 a 28 de maio, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco realiza o projeto Encontro Notáveis, fórum com a presença de Antunes Filho, Adélia Prado, Cacique Timóteo Verá Popyguá, Casemiro Tércio Carvalho e Monja Coen, que participam deste primeiro encontro, cujo tema é O Ser Humano, A Arte e a Sociedade. O projeto nasceu da ideia de oferecer diálogo e reflexão, propondo temas universais e, colocando em pauta, não só a arte, como questões de interesse público. Demandas de uma sociedade que pensa e acredita que cultura e sabedoria são essenciais para o avanço do indivíduo e da arte. Confira a programação: Dia 25 – Adélia Prado Tema: O Poder Humanizador da Arte Dia 26 – Monja Coen Tema: Compaixão e Transformação do Mundo Dia 27 – Cacique Timóteo Verá Popyguá e Casemiro Tércio Carvalho Tema: O Meio Ambiente e o Cidadão do Futuro Dia 28 – Antunes Filho Tema: O Ator e o Estereótipo O evento é gratuito e os convites devem ser retirados com uma hora de antecedência.
Os encontros terão duração máxima de 2 horas, entre 15h e 17h. Das 16h às 17h, os participantes podem formular perguntas aos palestrantes.
Ao final de cada dia, um certificado será oferecido ao público.
Escrito por Erika Riedel às 16h09
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A SP Escola de Teatro tem uma mascote. Seu nome, escolhido por votação no Twitter, é Cacilda. Cacilda chegou com seis filhotes e procuramos lares para eles. Para isso, criamos um blog. Confira e ajude a divulgar. http://filhotesdacacilda.blogspot.com/
Escrito por Erika Riedel às 16h28
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Chuva. Silêncio em mim. Tristeza e medo. Muito medo. Entre a desolação E a confusão, Medo. Muito medo. Sol. Outro tempo. Outra vida. Outra história. Não tem volta. Pena.
Não tem troca. Nem troco. Não tem mais chegada. Nem saída. Partida. Repartida. Às vezes acho um saco essa vida.
Escrito por Erika Riedel às 18h41
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o universo diz que não. não desta vez? não ainda? o coração aperta. o mundo volta a ficar preto e branco. sem lágrimas desta vez... saudade do que não foi, do que poderia ter sido. sem lágrimas, sem gritos, sem palavras, sem sono, sem sonhos, hoje.
Escrito por Erika Riedel às 17h16
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Cotidiano
Trabalho muito Aceito desafios imensos Conheço pessoas incríveis Comemoro Me emociono Sonho acordada Suspiro escondida Sinto saudades Quero desistir Penso em telefonar Desejo Me encanto com um olhar Me espanto Reencontro amigos Me surpreendo Ouço Tim Maia e choro Quero parar o tempo Resolvo insistir Finjo que tudo está bem Jogo I-Ching Rezo Volto a olhar para o céu Imagino que seja possível Me engano Escrevo uma carta que jamais será enviada Acho que a vida é bela Ensaio um abraço Perco o sono Invento desculpas Brigo com o espelho Falo bobagem Sou perdoada Fico sem jeito Conto os minutos Fumo Acredito Imagino que sou outra pessoa Sufoco um grito Amo Tenho fé Tento justificar Aceito Durmo pensando no ontem Acho que deveria tomar um porre Perdôo Sinto muito medo Sigo em frente Faço um pedido a uma estrela cadente Bebo Coca-Cola Me comovo Acordo com sono E recomeço...
Escrito por Erika Riedel às 14h07
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Acesse e participe!
ENCICLOPÉDIA VIRTUAL DO TEATRO BRASILEIRO A SP Escola de Teatro está organizando a Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro, que será hospedada em seu site. O lançamento acontece no Festival de Teatro de Curitiba. Assim, estamos desenvolvendo os primeiros verbetes. Para participar é bem simples, basta acessar www.spescoladeteatro.org.br Divulgue esta iniciativa aos artistas que você conhece.
Escrito por Erika Riedel às 16h39
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Histórias Roubadas
Embaixo de uma marquise, enquanto tenta se abrigar de um temporal, ele solta com simplicidade o seguinte comentário: “O pior da chuva não é a água, são os buracos”... Em seguida, num gesto rápido, ergue o pé e deixa à mostra um enorme furo na sola de seu tênis. Poetas são poetas até debaixo d’água. Em homenagem ao meu amigo, e poeta, Lucas Arantes.
Escrito por Erika Riedel às 17h39
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 Nem terremoto, nem tsunami. Não foi enchente, nem foi peste. Não houve destruição, nem incêndio. Na verdade, ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas o fato é que a existência humana parece ter chegado ao fim, ou bem perto dele. Únicos sobreviventes, Ele, Ela e o Avô são obrigados a conviver com a tragédia antes mesmo de se darem conta da sua proporção. Para descobrir o destino reservado às personagens ou para ficar sabendo se a vida continua ou este é mesmo o fim dos tempos você deve assistir Suspensão, texto de Lucas Arantes, que está em cartaz no Satyros Um, encenado pela Trupe Acima do Bem e do Mal. Eu fui ontem conferir e gostei do desempenho da galera. A temporada segue até 4/2, sempre às quintas, às 21h.
Escrito por Erika Riedel às 14h49
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O ESCRITÓRIO DAS ARTES ABRE AUDIÇÃO PARA O ESPETÁCULO CASTING
REGRAS SOBRE A AUDIÇÃO PARA O PAPEL DE TETSUZIN AOKI.
DATA DA AUDIÇÃO: 24 DE NOVEMBRO DE 2009.
CARACTERÍSTICAS DOS CANDIDATOS: ATORES JAPONESES.
INFORMAÇÕES AOS CANDIDATOS: Os atores receberão o texto da peça uma semana antes da audição. O ator deverá, a partir da cena de Tetsuzin Aoki do 1º ato do texto, apresentar uma cena. Será permitido ao ator levar réplica.
MAIORES INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: O candidato deverá enviar um e-mail com suas dúvidas para: escritoriodasartes@uol.com.br, com o título AUDIÇÃO TETSUZIN, até o dia 06 de novembro.
Casting
"Casting" se passa em uma província russa, onde se anuncia a temporada de testes para mulheres com habilidades artísticas. Se escolhidas, elas terão a chance de integrar um grande espetáculo que será produzido em Singapura. Os testes acontecem no desolador cenário de um cinema abandonado, onde as mulheres - e depois seus maridos, descobrirão que esse show não é tão inocente quanto pensavam. A peça joga no ar a questão: o que vem antes, a moral ou o estômago? A resposta poderá ser desvendada ao final dessa deliciosa comédia que faz jus à melhor tradição satírica russa.
De Alexander Galin
Tradução de Aimar Labaki e Elena Vássina
Direção de Marco Antonio Rodrigues
Idealização do Projeto: Joana Mattei
Direção de Produção: Alexandre Brazil
Realização: Escritório das Artes, da Cooperativa Paulista de Teatro
Escrito por Erika Riedel às 12h02
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Festival de Curitiba
Os cadastros para a mostra Fringe 2010 continuam abertos. O prazo final é o dia 30 de novembro de 2009. news@festivaldecuritiba.com.br
www.festivaldecuritiba.com.br |
Escrito por Erika Riedel às 12h38
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