Terceiro Sinal


Cada um se preocupa com o que acha importante

Ao entrar no táxi, citei o Hotel Hilton como referência da altura da Avenida Ipiranga em que eu pretendia chegar. Na verdade, o prédio foi do Hilton, hoje está desocupado. Ao ouvir o nome do antigo hotel o motorista me perguntou desconfiado se eu era funcionária pública. Respondi que não e nem foi preciso questionar a pergunta. Ele disparou a dizer que era um tremendo absurdo o governo utlizar aquele prédio. Foi ficando bem zangado, inflamado mesmo, e até pediu desculpas por usar umas expressões de baixo calão, depois de já tê-las dito, é claro. Continuou seu discurso colérico até a porta do ex-Hilton. Obviamente eu não ia saltar sem ouvir o porque de tanta revolta. E foi só nesse momento que descobri que sua zanga toda era porque o órgão público (ele não soube dizer qual era)  que vai ocupar o espaço gastará muito dinheiro mandando fazer móveis sob encomenda, já que a parte dos fundos do prédio é arredondada. Fiquei muda e fui descendo. Quando já estou com as duas pernas fora do táxi, ele arremata:

A senhora não acha que eles deveriam procurar um prédio quadrado?

 

 

 



Escrito por Erika Riedel às 23h27
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Com o bilhete na mão

Do banco da estação, já enxergo o trem fazer a curva em minha direção.

Não vejo a hora de embarcar neste sonho que finalmente virou realidade.

 



Escrito por Erika Riedel às 17h55
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Voltando a sonhar

Recebi por e-mail e me encantei.

O  "Semeador de Estrelas" é uma escultura que está em Kaunas, na Lituânia.
   Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto.   Um  bronze a mais, herança da época soviética:

 
Mas  quando a noite chega, a estátua justifica seu título.    



Escrito por Erika Riedel às 18h03
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Apolo e Miúcha (ao fundo), orgulho da Dindinha!



Escrito por Erika Riedel às 13h05
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A vida como eu acho que deveria ser!



Escrito por Erika Riedel às 17h54
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A MVRS ou 10 Anos Depois



Escrito por Erika Riedel às 16h26
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Meeerda!

Quando me formei, meu sonho era trabalhar em um caderno de economia. E minhas primeiras incursões na área foram mesmo na Economia, do Estadão... isso em 1900 e bolinha... Depois a vida tomou outros rumos e acabei cobrindo cultura: artes plásticas, música clássica e, finalmente, teatro. Dessa última experiência brotaram grandes amigos e uma paixão. Era isso que eu queria e não sabia. Acompanhar de perto tudo o que acontecia nos palcos paulistanos. E assim foi nos últimos 13 anos. Durante esse período, entrevistei centenas de atores e diretores. Aprendi muito e me apaixonei ainda mais pelo teatro. Mas só ontem me dei conta do quanto minha vida gira em torno dessa arte. É que antes de mais um recesso básico, marquei um jantarzinho com duas amigas queridas. Uma administra um importante teatro; a outra é dramaturga, produtora e assessora de imprensa. Muito papo e muitos brindes depois, já na hora de ir embora, uma delas grita da janela do carro: "Meeeerda!" Pronto. Era só o que eu precisava ouvir pra acreditar que tudo vai dar certo. Até já!



Escrito por Erika Riedel às 12h11
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LIZ





Foi linda a estréia de Liz. Posso afirmar que Os Satyros estavam num daqueles dias mágicos em que tudo dá certo. Interpretações, cenários, trilha... Mas quero mesmo comentar sobre o texto, do cubano Reinaldo Montero. Bem complexo, cheio de referências e entrelinhas, mas mesmo sem identificar todas, o público (eu inclusa) tem à sua disposição uma história com começo, meio e fim. Claro que se a leitura for menos rasa tudo fará ainda mais sentido e o texto se tornará igualmente mais interessante. Mas, de todo modo, é um belo texto. Conforme o Rodolfo diz no programa, cada um pode dizer que viu uma peça diferente. Para mim, a peça trata da solidão e outras misérias humanas que acompanham quem detém o poder. E, paralelamente, sobre o papel da arte e do artista, levantando, sem responder, questões realmente importantes. São assuntos que me interessam muito. Muitíssimo. Eu, que não detenho poder sobre coisa nenhuma, sempre me interessei em saber como se sente quem decide que é hora, por exemplo, de alguém viver ou morrer. Essas pessoas são frias e calculistas? Não amam ninguém? Ou amam demais? O que fazem quando se dão conta de um equívoco? Ou não cometem esses delizes? Quem detém o poder pode realmente confiar em alguém ou está fadado a ser só no meio de uma multidão de aduladores? E qual é o papel do artista em relação a esse poder? E o meu papel diante dessa história? Liz me fez repensar tudo isso.

 



Escrito por Erika Riedel às 12h38
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Os três porquinhos, nova versão



Escrito por Erika Riedel às 18h22
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Dois vivas!!!

Hoje Os Satyros estréiam Liz no Sesc Paulista (já sei que estréia perdeu o acento, mas vou usar assim enquanto puder!!!!!)

Domingo estréia Além do Horizonte, minissérie em quatro capítulos escrita por Ivam Cabral e dirigida por Rodolfo García Vázquez.

Viva! Viva! Não perco nenhuma das duas!

 



Escrito por Erika Riedel às 17h40
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Eu, orgulhosa!

Lançamento do livro do Lucas! Meu amigo!

Parabéns, querido! BCB!

 

 

 



Escrito por Erika Riedel às 11h50
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Acima da média

 

 

 

 

 

 

 

 


























Há cerca de um ano,  um pouco mais talvez, atendi um telefonema de um ator/diretor e dramaturgo. Queria saber se podia me enviar um texto que estava acabando de escrever pra eu dar uma opinião. Me senti lisonjeada. O nome provisório do texto, que acabou sendo o nome definitivo, era Mediano, e seu autor, Otávio Martins. Um cara que respeito e admiro profissional e pessoalmente. O texto conta os últimos 30 anos da história do Brasil através da vida de um cara mediano. Eu, que sempre acreditei que era necessário ter algum talento especial ou um QI acima da média para chegar ao topo, me surpreendi com a trajetória do personagem. Antes mesmo de ler o texto, soube que ele já tinha dono. Fora escrito para o ator Marco Antônio Pâmio. Quando comecei a ler me deparei com dezenas de personagens e pensei, ok, Pâmio será o protagonista dessa história. Não, Otávio havia me dito que era um monólogo. Confesso que fiquei um pouco aflita com a idéia. Embora muitíssimo bem escrito, o texto era enorme e as falas mudavam de boca a todo instante. Seria um grande desafio, mais do que isso, nesse caso, talento seria fundamental. Terminei de ler o texto acreditando que a parceria renderia bons frutos. Ainda faltava encontrar o diretor. Tempos depois fiquei sabendo que o espetáculo seria dirigido por Naum Alves de Souza. Estava em boas mãos. Mas ainda foi preciso conter a ansiedade, era preciso ver o espetáculo montado. Ver como tudo se encaixava em cima do palco. Em geral, evito estréias. Prefiro esperar um pouco para ver um espetáculo com mais ritmo. Mas, nesse caso, não resisti ao convite e, cheia de expectativas, fui à estréia de Mediano no Sesc Pinheiros. 

E o que vi no palco foi um texto que flui de forma agradável, com um ritmo cadenciado que não atropela nem enfastia o espectador. Um texto que refresca nossa memória de episódios que até pensamos ter esquecido. Interpretando o sujeito mediano, e todos os outros personagens da história, lá estava ele. O talentoso e genial Pâmio. Totalmente confortável em seu imenso desafio. Arrebatador. Mediano é um espetáculo encantador, assim como a vida, até a mais mediana delas.   

 

Em cartaz no Sesc Pinheiros. Sexta, 21h; sáb., 19h30.

A foto eu "roubei" do blog do autor.

 

 



Escrito por Erika Riedel às 11h34
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Meu querido poeta e amigo Astier Basilio tá de blog novo, Apolo de I Pod, linkado ao lado pelo nome do proprietário, ou, como ele mesmo se intula, dono do terreiro...rs... E eu estava aflita porque não conseguia deixar nenhum comentário... Faltava a opção anônimos... Feitos os devidos ajustes, já deixei meu carinho lá, porque sou fã do moço. Um brinde a você, baby, e vida longa ao novo blog!



Escrito por Erika Riedel às 20h13
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Os primeiros frutos

 

 

 

 

 

 

E as minhas caminhadas já começaram a render frutos. Não, ainda não diminuí nem um centímetro sequer dessa pequena bóia que teimou em se instalar ao redor da minha cintura. Mas em compensação reencontrei uma amiga que não via há muito tempo. Cursamos juntas a faculdade, mas depois cada uma seguiu um rumo diferente. Milene hoje é mãe do esperto João, que tem sete anos. Marcamos um café. Acordei cedinho pra encontrá-la. Não deu pra colocar o assunto todo em dia, mas foi um papo ótimo. Começo a me convencer que caminhar faz mesmo muito bem.    



Escrito por Erika Riedel às 15h15
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(Des)Considerando

Quanto tempo será preciso para que eu aprenda?

Será que há mesmo algo que eu não saiba e deveria saber?

Quando o universo vai conspirar a meu favor?

Ou quando a lua vai brilhar inteira para mim?

Quando verei uma estrela cadente pra fazer um pedido?

E quem disse que ela vai me atender?

E se atender, será que terei pedido corretamente ou me arrependerei?

E se me arrepender, os danos serão irreversíveis?

Melhor não arriscar. Pronto. Já decidi.

Não olho mais para o céu. Nunca mais.



Escrito por Erika Riedel às 16h00
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